The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Papas de aveia doces de cenoura ~ Carrot cake oatmeal porridge

aveia1(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“A prática do perdão é a nossa mais importante contribuição para a cura do mundo” ~ Marianne Williamson

Ultimamente este tema tem surgido bastante em conversas e torna-se claro como a palavra perdão continua a ser alvo de interpretações muito negativas. Perdoar não significa fazer de conta que nada se passou, perdoar não significa ignorar ou desculpar o sofrimento que alguém nos provocou, perdoar não significa passarmos a ser amigos de quem nos prejudicou. Perdoar não é uma prenda para o outro, mas sim para nós próprios. É deixarmos de carregar com o peso de algo que já aconteceu e que nunca vai mudar. É deixar secar a ferida em vez de a picar constantemente.

Há uma vida antes e depois do perdão. Nada nunca mais é o mesmo.
Libertar os ombros desse peso é um trabalho interno muito pessoal e que ninguém pode fazer por nós, mas vale a pena, vale mais a pena do que provavelmente qualquer outra coisa e quem ganha somos nós e todos e tudo à nossa volta. 

Convido-vos a ler este post onde falo sobre este assunto com mais pormenor e onde partilho um exercício que pratico desde há muitos anos e que me tem ajudado imenso a desenvolver a capacidade de perdoar.

Por vezes a pessoa que nos custa mais a perdoar é a nós mesmos. Fazemos muito para nos boicotar e prejudicar e por vezes é difícil aceitar e perdoar isso. Cada refeição é uma boa oportunidade para alimentarmos também o nosso amor próprio, escolhendo alimentos que cuidem e nutram o nosso corpo, a nossa casinha.

Estas papas de aveia são uma óptima opção para o pequeno almoço nos meses mais frios. Tem imensa fibra para ajudar o sistema digestivo a funcionar bem e a limpar o organismo de tudo o que já não precisa. É saciante, nutritivo e docinho!

Aqui fica…

Ingredientes:
(se possível, biológicos)
1 cup/chávena de leite vegetal (sem açúcar)
1/2 cup/chávena de flocos de aveia sem glúten
1/3 cup/chávena de cenoura ralada bem fininha
1/3 de colher de sopa de xarope de ácer (ou açucar de côco)
1 bocadinho de gengibre fresco (do tamanho da unha do mindinho)
Pitada de canela
Pitada de baunilha (opcional)
Pitada de sumo de limão (opcional)

Para toppings:
Arandos secos
Amêndoas
sementes de chia
(Outras opções boas são côco ralado, rodelas de banana, manteiga de amêndoas, pepitas de cacau)

Instruções:
~ pôr tudo dentro de uma panelinha (excepto os toppings) e misturar muito bem
~ deixar em lume brando e ir misturando com uma colher para não colar no fundo
~ deixar ao lume até ficar com a consistência desejada (eu gosto das papas ligeiramente líquidas)
~ servir numa taça e juntar os toppings
~ comer logo de seguida

aveia4ENGLISH:

“The practice of forgiveness is our most important contribution to the healing of the world.” ~ Marianne Williamson

This subject has been coming up a lot lately in my life and it has become clear to me that the word forgiveness still has a lot of negative interpretations. To forgive doesn’t mean to pretend that nothing happened, to forgive doesn’t mean you ignore or deny the suffering someone inflicted on you, to forgive doesn’t mean you have to become friends with someone that harmed you. Forgiveness is not a gift to the other person, it is a gift to yourself. It means letting go of the weight of something that is long gone and will never change. It´s letting the wounds heal instead of poking them all the time.

There’s a life before forgiveness and there’s a life after it. Nothing is never the same. Releasing ourselves from all the weight we have been carrying on our shoulders is a personal inside work that no one else can do for us. But it’s worth it, it’s worth it more than probably any other thing and you’ll benefit from it as much as everyone and everything around you.

I invite to read this post where I write about this subject and share an exercise I’ve been practicing for quite some years that has helped me a lot with forgiveness.

Sometimes the hardest thing is to forgive ourselves. We do so much to boycott and harm ourselves and it can be difficult to accept and forgive that. Every meal is a good opportunity to feed our self love, choosing foods that nurture our body, our little home.

This oatmeal porridge is a great choice for breakfast for the colder days. It has a lot of fiber and helps the digestive system work harmoniously, releasing everything that no longer serves the body. It’s filling, nutritious and sweet!

So here’s the recipe…

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 cup of unsweetened plant based milk
1/2 cup of gluten free oats
1/3 cup of finely shredded carrots
1/3 tablespoon of maple syrup (or coconut sugar)
a little bit of fresh ginger (about the size of a pinky fingernail)
a dash of cinnamon
a dash of vanilla (optional)
a dash of lemon juice (optional)

For the toppings:
dried cranberries
almonds
chia seeds
(other good options are: desiccated coconut, sliced banana, almond butter, cacao nibs)

Directions:
~ put everything (except the toppings) in a small pan in low heat
~ use a spoon to mix it well and make sure it doesn’t stick to the bottom
~ let it cook until it reaches the desired textured (I like it a bit moist and liquid)
~ pour it in a bowl and add the toppings
~ eat it while it’s still warm

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Bolo de mirtilos, limão e gengibre ~ Blueberry, ginger and lemon cake

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“O teu papel não é tornar os outros felizes; o teu papel é manteres-te em equilíbrio. Quando prestas atenção a como te sentes e praticas pensamentos empoderadores alinhados com quem-tu-realmente-és, irás oferecer um exemplo de crescimento que terá um valor tremendo para os que têm o beneficio de te observar. Não é a ser pobre que vais ajudar os pobres a prosperarem e não é a ser doente que vais ajudar os doentes a ficarem melhor. Só poderás elevar os outros estando numa posição de força, clareza e alinhamento.” ~ Abraham

Hoje quis trazer-vos estas palavras porque sei que muitas das leitoras que me brindam com visitas são pessoas sensíveis, empáticas e generosas. E isso é maravilhoso! Não é uma fragilidade mas sim um tremendo poder. Mas a dada altura da nossa vida temos que perceber que não podemos carregar com os problemas dos outros e que não podemos arcar com os sentimentos negativos que nascem nos corações dos que nos rodeiam. Por muito que o façamos, não aliviamos o peso deles e só aumentamos o nosso. os que chegar ao momento em que aprendemos que antes de sermos boas amigas para os outros, temos que ser uma boa amiga para nós próprias. E isso muitas vezes passa por aprender a dizer não e a impor limites. E haverá sempre quem tente provocar a culpa em nós por já não fazermos dos outros a nossa prioridade. Mas assim é que deve ser. Os verdadeiros amigos irão compreender a nossa mudança e até a irão ver como algo positivo. Esses são os amigos que vale a pena manter!

Amizades verdadeiras são tão importantes para a qualidade de vida e para a saúde como uma boa alimentação.
Hoje deixo aqui uma receita para uma guloseima para partilhar com os amigos enquanto bebem chá. É um bolo vegano e sem glúten de mirtilos, limão e gengibre. E se tiverem ainda alguma culpa por comer doces, aproveitem para libertar tudo isso com cada dentada. Este bolinho é saudável e fácil de fazer.

bolo sumo

Aqui fica a receita:

Ingredientes:
(se possível, biológicos)
1 1/2 cup/chávena de farinha de arroz
1 cup/chávena de mirtilos
3/4 cup/chávena de leite de arroz (sem açúcar)
1/2 cup/chávena de xarope de ácer (maple syrup)
1/3 cup/chávena de óleo de côco
1/2 cup/chávena de sumo de gengibre (usei o sumo de gengibre e maçã da SoNatural) e mais 2 ou 3 colheres de sopa para regar no fim
1 ovo de chia (1 colher de sopa com sementes de chia misturado com 3 colheres de sopa com água)
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de baunilha em pó
raspa de 1 limão

Instruções:
~ preparar o ovo de chia e deixar de molho cerca de 10 minutos para as sementes incharem
~ juntar os ingredientes secos numa taça grande e misturar muito bem
~ noutra taça misturar todos os ingredientes líquidos
~ juntar os líquidos na taça dos secos e misturar bem. No fim adicionar os mirtilos sem mexer muito.
~ pôr a massa numa forma com papel vegetal e deixar no forno a 280ºC (entre 70 a 80 minutos)
~ deixar arrefecer na forma. Fazer uns buraquinhos no bolo com um palito e regar com 2 ou 3 colheres de sopa de sumo de gengibre. Cortar em fatias e servir.

(o sumo que usei foi oferecido pela Sonatural)

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(ENGLISH)

“It is not your role to make others happy; it is your role to keep yourself in balance. When you pay attention to how you feel and practice self-empowering thoughts that align with who-you-really-are, you will offer an example of thriving that will be of tremendous value to those who have the benefit of observing you. You cannot get poor enough to help poor people thrive or sick enough to help sick people get well. You only ever uplift from your position of strength and clarity and alignment.” ~ Abraham

I bring you these words today because I know a lot of the readers that grace me with their visits are very sensitive, empathic and generous people. And that is a wonderful thing! It’s not a flaw but a tremendous power. But there is a time in life when we must understand that we cannot carry other people’s problems or negative feelings for them. As much as we do it, their burden doesn’t become lighter and we are only increasing our own. We must come to a moment when we learn that we can only be a good friend to others if we befriend ourselves first. And that usually means learning how to say no. And there will always be someone unhappy about our choice of putting ourselves first, because they will no longer be our priority. But that’s the way it should be. And true friends will understand that change and even see it as a good thing. Those are the friends worth keeping.

True and honest friendships are just as important for quality of life and health as a good diet. Today I’m posting a recipe for a sweet treat that you may share with your friends over tea. It’s a vegan and gluten free blueberry, lemon and ginger cake and you can enjoy it releasing any guilt you may still have about eating cake. It’s healthy and easy to make.

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So here’s the recipe:

Ingredients:
(organic if possible)
1 1/2 cup of rice flour
1 cup of blueberries
3/4 cup of rice milk (sugar free)
1/2 cup of maple syrup
1/3 cup of coconut oil
1/2 cup of ginger juice (I used Sonatural’s ginger and apple juice) and 2 or 3 tablespoons to add at the end
1 chia egg (1 tablespoon of chia seeds mixed in 3 tablespoons of water)
1 teaspoon of baking powder
1/2 teaspoon of vanilla powder
zest from 1 lemon

Directions:
~ make the chia egg and leave it soaking for about 10 minutes
~ place all dry ingredients in a big bowl and stir
~ place all wet ingredients in another bowl and stir
~ add wet ingredients to dry ingredients and stir really well. Add the blueberries at the end and try not to stir that much.
~ pour the batter in a cake or bread pan covered with cooking paper
~ put it in the oven (about 280ºC) for about 70 or 80 minutes
~ take it out of the oven and let it cool down still inside the pan. When it’s cold, make a few tiny holes with a toothpick and pour some juice on top of the cake (about 2 or 3 tablespoons). Slice and serve.

(the juice I used in this recipe was offered by SoNatural)


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Conhece a tua energia ~ Get to know your energy

chakras

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

No outro dia, a meio de uma conversa facebookiana sobre energia, alguém me perguntou se testes online eram uma boa opção para aprender sobre o estado dos seus chakras. Para quem não sabe, os chakras são portais de energia que existem no nosso corpo (e não só), cada um com uma vibração específica, correspondendo a certas questões físicas, mentais, emocionais e espirituais.
Deixo aqui a minha resposta, porque penso que poderá ser útil para mais alguém:

Melhor do que qualquer teste é aprenderes a sentir e conhecer os teus chakras para ganhares consciência da tua energia e a conseguires trabalhar intencionalmente. Por muito que se leia/fale sobre chakras, eles só melhoram quando os trabalhamos com consistência.
Podes praticar uma meditação como esta:
Fecha os olhos e respira profunda e lentamente, para a barriga.
Vai-te focando num chakra de cada vez (podes pôr as mãos no local se te ajudar) – começa na coroa e desce até à raiz, devagarinho. Podes ir ainda até ao centro da terra e depois puxar essa energia para ti. Volta à raiz e torna a subir até à coroa. Podes começar por fazer 3 minutinhos em cada chakra, por ex. Podes tentar visualizar as cores respectivas de cada chakra, se te ajudar. Visualiza a cor do chakra no local do chakra a rodopiar em espiral no sentido do relógio.
Coroa (topo da cabeça) – lilás, terceira visão (meio da testa, acima do nariz) – azul indigo, garganta – azul claro, cardíaco – verde ou rosa, plexo solar (estômago) – amarelo, esplénico (abaixo do umbigo) – laranja, raiz (ancas) – vermelho.
Quando te concentras em sentir cada um, pergunta à tua energia como está esse chakra – cria uma relação com a tua intuição para perceberes como ela funciona melhor para ti – pode ser por imagens, sensações, pensamentos, sons, etc.

Vai notando as diferenças ao longo dos dias – sente/vê onde há bloqueios; onde está alargado demais; onde nem consegues sentir nada. Trabalha-os com uma intenção bem definida.
E vai trazendo a tua atenção para a tua energia durante cada dia em vez de andares em piloto automático.
Quando tens problemas/desafios no teu dia a dia, leva a tua atenção para dentro de ti – onde no teu corpo sentes as reacções às emoções? Onde te sentes a expandir e onde te sentes a contrair? Começa a reparar se há padrões, questões que se repetem, sintomas diferentes para o mesmo problema, vai até à raiz das questões.

Quando mudamos a nossa energia, tudo começa a mudar. O que está no subconsciente e precisa de ser trabalhado a um nível consciente, virá ao de cima.
O Reiki também é uma terapia óptima para o auto conhecimento a nível energético. Se quiseres aprender aconselho vivamente os cursos do João Magalhães.

É um trabalho para a vida toda, mas vale muito a pena.

Para quem quiser aprender mais sobre este tema, aconselho os seguintes livros:
Anatomia do Espírito ~ Caroline Myss (chakras)
Frequência – Penney Pierce (energia)
E ainda o mini curso online grátis da Belinda Davidson (em inglês)

chakras

(ENGLISH)

The other day I was having a conversation on facebook about energy and somebody asked me if doing an online test would be a good way to get to know the condition of her chakras. In case you don’t know, chakras are energy portals in the body, each with a specific vibration and connected to certain physical, mental, emotional and spiritual issues.
I decided to leave my answer here because I thought it could be useful to somebody else:

Better than doing any online test is to learn how to feel and know your chakras in order to gain awareness about your energy. That way you’ll be able to work your energy intentionally. It doesn’t matter how much time we spend talking or reading about chakras. Our energy only improves when we work on it consistently.
You may practice a meditation like this one:

Close your eyes, breathe deeply and slowly to your belly.
Focus on one chakra at a time and you may even place your hands in the area of the chakra, if it helps you. Start at the crown chakra and slowly bring your attention all the way down to the root. You may even imagine going down to the center of the earth and then bringing its energy back to you. And then go up, one chakra at a time, until you reach the crown again. Start by spending about 3 minutes in each chakra, for example. Try to visualize the colour of the chakra moving in spirals, clockwise. Crown (top of the head) – purple, third eye (middle of the forehead, between the eyes) – indigo blue, throat – light blue, heart – green or pink, solar plexus (stomach) – yellow, sacral (bellow the belly button) – orange, root (hips) – red.

When you focus on each one, ask your energy about the state of that chakra. Start creating a relationship with your intuition and learn how it communicates with you – it could be through images, thoughts, sensations, sounds, and so on.

Start noticing the differences that occur throughout the days – feel/see where there are blocks; where the energy is to spread out; where you can hardly feel anything. Work on it with a well defined intention. And bring your awareness to your energy every day instead of going about things in a auto-pilot mode. When you have a problem/challenge in your everyday life, where in your body do you feel the reaction to your emotions? Where do you feel expanding or contracting? Start paying attention to patterns, recurrent issues, different symptoms to the same problem, get to the root of it.

When we change our energy, everything starts to shift. Whatever is in our subconscious mind and needs to be dealt with at a conscious level, will rise to the surface.
Reiki is a great therapy for self knowledge at a energetic level. It’s the type of work that lasts a lifetime, but it sure is worth it.

If you want to learn more about this theme, check out these books:
Anatomy of the spirit – Carolina Myss (chakras)
Frequency – Penney Peirce (energy)
and this free online mini course by Belinda Davidson


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Parfait de mousse de chia com iogurte, pêra e cacau ~ Chia pudding and yogurt parfait with cacao and pear

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Passei hoje por aqui para partilhar umas palavras que muito me têm inspirado nestes últimos tempos. Quando sinto a cabaça a andar à roda, pego neste texto e consigo voltar a sentir que tudo está como deve estar e que não me desviei do meu caminho:

“Caro Humano: Percebeste tudo mal.
Não vieste cá para dominar o amor incondicional.
Isso é de onde vens e para onde irás regressar.
Vieste cá para aprender amor pessoal.
Amor universal. Amor desarrumado. Amor suado.
Amor louco. Amor despedaçado. Amor integral.
Macerado com divindade. Vivido através do encanto de tropeçar.
Demonstrado pela beleza de… bagunçar tudo.
Frequentemente.
Não vieste cá para seres perfeito. Já o és.
Vieste cá para ser maravilhosamente humano. Defeituoso e fabuloso.
E então ascender outra vez até à memória.
Mas amor incondicional? Pára de contar essa história.
Amor, na verdade, não precisa de mais NENHUM adjectivo.
Não precisa de modificadores.
Não precisa da condição da perfeição.
Só te pede que apareças. E que faças o teu melhor.
Que te mantenhas presente e sintas totalmente.
Que brilhes e voes e rias e chores
e magoes e cures e caias e te voltes a levantar
e brinques e trabalhes e vivas e morras sendo TU.
É suficiente. É o bastante.”
Courtenay A Walsh

E como não podia deixar de ser, partilho também uma receitinha bem simples de um parfait delicioso que fiz para a minha mãe durante o fim de semana:

Ingredientes:
1 cup/chávena de sumo de morango, pêra e maçã (usei um da SoNatural)
1 iogurte vegetal sem açúcar (usei um de côco)
3 colheres de sopa com sementes de chia (usei Iswari)
1 pêra
1 mão cheia de pepitas de cacau (usei Iswari)

Instruções:
~ juntar o sumo e a chia num frasco e misturar muito bem. Deixar no frigorífico durante cerca de 2 ou 3 horas para ficar com textura de mousse
~ quando a chia já estiver bem inchada, deitar parte desta mousse num frasco. Ir alternando várias camadas de mousse e de iogurte
~ no fim juntar várias fatias fininhas de pêra e as pepitas de cacau
~ está pronto. Basta usar uma colher para comer. Pode guardar uma parte para o dia seguinte, deixando o frasco tapado no frigorifico.

esta receita dá para 2 porções
(os ingredientes cujas marcas estão identificadas foram oferecidos)

ENGLISH:

I just came by to share a few words that have inspired me a lot lately. When I feel my head spinning, I read this little text and everything seems to fall back in its right place and timing. It makes me feel like I’m on the right path, somehow:

“Dear Human: You’ve got it all wrong.
You didn’t come here to master unconditional love.
That is where you came from and where you’ll return.
You came here to learn personal love.
Universal love. Messy love. Sweaty love.
Crazy love. Broken love. Whole love.
Infused with divinity. Lived through the grace of stumbling.
Demonstrated through the beauty of.. messing up.
Often.
You didn’t come here to be perfect. You already are.
You came here to be gorgeously human. Flawed and fabulous.
And then to rise again into remembering.
But unconditional love? Stop telling that story.
Love, in truth, doesn’t need ANY other adjectives.
It doesn’t require modifiers.
It doesn’t require the condition of perfection.
It only asks that you show up. And do your best.
That you stay present and feel fully.
That you shine and fly and laugh and cry
and hurt and heal and fall and get back up
and play and work and live and die as YOU.
It’s enough. It’s plenty.”
Courtenay A Walsh

And I couldn’t possibly leave you without a little recipe. So here is a parfait I made for my mother during the weekend:

Ingredients:
1 cup of strawberry, pear and apple juice (I used one from SoNatural)
1 plant based yogurt (I used a sugar-free coconut yogurt)
3 tablespoons of chia seeds (from Iswari)
1 pear
1 handful of cacao nibs (from Iswari)

Directions:
~ pour the juice in a jar and add the chia seeds. Shake it and mix it really well. Keep it in the fridge for about 2 or 3 hours until it reaches a pudding like texture
~ when it’s ready, pour part of the pudding into another big jar. Make several layers with the chia pudding and the yogurt
~ finally add thin slices of pear and all the cacao nibs
~ it’s ready to eat with a spoon. You may save some for the next day. Simply close the lid and leave the jar in the fridge

this recipe makes 2 large portions
(I was offered the ingredients whose brands I’ve named)


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tarte crua de manga e laranja ~ raw mango and orange pie

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“Aqueles que estão certos do resultado, podem-se dar ao luxo de esperar” ~ Um curso em milagres

Confiar. Não sucumbir à preocupação. Confiança. Tens? O que significa para ti confiar? Em ti, na vida, no mundo. Muita gente confunde ser confiante com ser convencido. E, para mim, ser convencido é um sintoma de insegurança e, como tal, mostra uma ausência de confiança. Para mim confiar é ter a mais perfeita e terna calma. Sabendo em cada respiração que, aconteça o que acontecer, eu vou ficar bem. Terna, perfeita, calma. Simplesmente isto… Tem sido provavelmente um dos meus maiores desafios. Confiar. Permitir-me saber com toda a certeza que tenho a capacidade de ultrapassar tudo e que a vida correrá perfeitamente bem, independentemente de onde me levar. Eu sou o género de pessoa que passa a vida a abrir a porta do forno para espreitar e ver se o bolo está a crescer bem. Mas ao fazer isso estou a impedir que o bolo cresça e acabo por dar cabo dele. Cómico, não é? Forçar e tentar controlar o resultado bloqueia o curso naturalmente perfeito das coisas. Eu vejo isso como um símbolo para esta minha incapacidade de simplesmente confiar na vida e libertar-me da necessidade de controlar e de me preocupar. Tem sido uma prática diária e sinto que agora estou bem melhor mas também sei que ainda tenho muito caminho a percorrer.

Ultimamente tenho andado longe dos fornos (simbólicos e literais) e por isso lembrei-me de partilhar aqui uma receita de uma das minhas fartes cruas preferidas. É uma tarte típica de verão mas eu confesso que não consigo sobreviver um inverno inteiro sem mangas. Por isso, aqui fica a minha receita de trate crua e vegana de manga e laranja para desfrutar durante o ano inteiro!IMG_8773Ingredientes

(se possível biológicos)

Base

220g ou 2 cups/chávenas de amêndoas (previamente demolhadas)

180g ou 2 cups/chávenas de amoras brancas desidratadas

130g ou 1 cup/chávena de tâmaras deglet nour

Recheio

2 mangas pequenas e bem maduras

65g ou ½ cup/chávena de tâmaras deglet nour

1 colher de sopa com casca de laranja ralada

1/2 colher de chá com canela em pó

(E um bocadinho de côco ralado para polvilhar a forma)

Instruções:

use um robot de cozinha para triturar as amêndoas e as amoras até ficarem quase como uma farinha.

~ adicione as tâmaras a essa farinha e triture tudo (se as tâmaras tiverem caroços, retire-os primeiro).

~ quando a farinha se transformar numa pasta brilhante e pegajosa que se cola aos lados do robot, pare de triturar e use a sua mão para ver se consegue fazer uma bola sólida com essa pasta. Quando for possível fazer uma bola que não se desfaz logo, já está bom. Convém ir parando o robot várias vezes e experimentar várias vezes. Dependendo da máquina, este processo pode demorar mais ou menos minutos.

~ use uma forma de tarte grande e polvilhe a forma com côco ralado.

~ faça várias bolas bem compactas com a massa da base e coloque-as em cima da forma. Use as mãos para empurrar bem a massa para baixo, esticando-a por toda a forma até cobrir todo o fundo e também um pouco dos lados.

~ depois faça o recheio. Basta lavar, descascar e cortar as mangas e depois ralar a laranja. Ponha tudo no robot juntamente com as tâmaras (verificar sempre se as tâmaras não têm caroços) e triturar tudo muito bem.

~ deite o recheio na base da tarte e depois pode decorar como preferir: com rodelas de kiwi, framboesas, morangos, côco ralado, amêndoas trituradas, bagas goji, etc.

~ deixe a tarte “descansar” no frigorífico durante 1 ou 2 horas para o recheio solidificar. Se tiver muita pressa, pode deixá-la no congelador durante uns 15 ou 20 minutinhos para ficar mais sólida antes de servir.

(Esta receita dá cerca de 12 fatias)

Fotos de Ágata Trancoso

ENGLISH:

“Those who trust the result can afford to wait” ~ A Course In Miracles

To trust. Not succumbing to worry. Trust. Do you have it? What does it mean to you? A lot of people mistake having trust with being conceited. But, to me, being conceited is a symptom of insecurity and therefore shows a lack of trust.
To me trusting is having the most perfect and soft calm. Knowing with every breath that no matter what happens, you will be ok. Soft, perfect, calm. Just like that… It’s probably one of my biggest challenges. Trusting. Allowing myself to know with certainty that I’m able to endure anything, that life will turn out just perfect regardless of where it takes me. I’m the type of person that keeps opening the oven door, checking on how the cake is growing and by doing so, I’m actually preventing it from growing and ruining it completely. Funny, isn’t it? Pushing things and trying to control the outcome blocks what would happen naturally and perfectly.
I think about that as a symbol for my inability to just trust life and let go of the need to control and worry. It’s a daily practice and I know I’m so much better at it right now, but still have a really long way to go.

Lately I’ve been staying away from the oven (literally and figuratively) so I thought It would be nice to share a recipe for one of my favorite raw pies. It’s a summer pie but I can honestly say that I simply cannot endure a whole winter without mangos. So here is my recipe for a mango and orange raw vegan pie that you can make all year round!IMG_8773Ingredients:

(organic, if possible)

Crust

220g or 2 cups of almonds (previously soaked)

180g or 2 cups of dried mulberries

130g or 1 cup of deglet noor dates

Filling

2 small and ripe mangoes

65g or ½ cup of deglet noor dates

1 tablespoon of orange zest

1/2 teaspoon of cinnamon powder

(and a little bit of desiccated coconut to cover the pie pan)

Directions:

~ use a food processor to shred the almonds and mulberries until you get a flour like consistency

~ add the dates to this flour and process some more (if the dates have seeds, remove them first)

~ when you get a sticky paste that glues to the sides of the processor, it’s done. Use your hands and mold it into several large balls

~ cover a large pie pan with some desiccated coconut. This will prevent the crust from sticking to the pan.

~ place the balls you’ve made with the crust paste inside the pie pan and mold them nicely to the bottom and sides of the pan. The crust must be thin and even.

~ now you are ready to make the filling. Wash and peel the mangoes and put them in a food processor along with the dates, cinnamon and orange zest. Process everything until you no longer see big chunks of dates

~ pour the filling on top of the crust and decorate as you wish. You may use berries, kiwi slices, desiccated coconut, nuts, goji, and so on.

~ put your pie in the fridge and let it rest for about 2 hours. This will make the filling harder and more consistent. If you’re in a rush, you may even put it in the freezer for about 15 ou 20 minutes.

(this recipe gives about 12 slices)

photos by Ágata Trancoso


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Aveia nocturna (overnight oats) com sumo de frutos silvestres ~ Overnight oats with berries juice

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Lembram-se de quando partilhei a primeira receita de overnight oats? Já foi em 2014 e na altura partilhei porque era o pequeno almoço preferido da minha mãe. Baptizei a receita de aveia nocturna porque acho que a nossa língua tem palavras que cheguem para expressar absolutamente tudo. Desde esse dia que tenho encontrado muitas pessoas que me contam como essa receita revolucionou completamente as suas manhãs. É tão fácil de preparar e é um pequeno almoço tão saciante e nutritivo! Começar bem o dia também tem a ver com aquilo que comemos para quebrar o jejum. E com uma mudança tão simples fazem um grande favor à sua saúde, especialmente ao sistema digestivo.

Hoje trago uma versão desta receita com sumo de fruta ~ bem fresquinha para combinar com o verão. (Logo hoje que Agosto nos brindou com frio, chuvadas, trovoada e tudo!)

Ingredientes:

250 ml de sumo de frutos vermelhos da Sonatural
1 cup/chávena de focos de aveia sem glúten
1 banana madura
3 morangos maduros
1 mão cheia de mirtilos, framboesa ou amoras
Opcional: 1 colher de sopa com xarope de ácer (maple syrup)

(podem ainda adicionar côco ralado, sementes ou frutos secos, se assim desejarem)

 

Instruções:
~ deitar o sumo num frasco com tampa.
~ juntar os flocos de aveia (e o xarope, se assim desejarem).
~ misturar tudo muito bem com uma colher ( se quiserem comer directamente do frasco, juntem logo as frutas por cima. Se não, podem adicioná-las depois de tirar o fracos do frio, pondo tudo numa taça como mostram as fotos)
~ fechar a tampa do frasco e deixar ficar no frigorífico durante a noite ou, no mínimo, durante cerca de 2 horas
~ quando estiver pronto, retirar o frasco do frigorífico e comer com uma colher.

Espero que este pequeno almoço (ou lanche) vos deixe inspirados para desfrutar o dia!

Desculpem os posts tão curtinhos dos últimos tempos, mas tenho andado a aproveitar ao máximo o sol e o bom tempo!

(o sumo utilizado nesta receita foi oferecido pela Sonatural)

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ENGLISH:

Remember when I shared my first overnight oats recipe? It was back in 2014! I first shared my mom’s favourite recipe and since that day I’ve met so many people that love it too. Not only that but they tell me how much it has changed their mornings. It’s so easy to make and it’s such a nutritious and filling meal! Starting the day off right also means to pay attention how you choose to break your fast in the morning. And such a small and simple change has a really big impact on your heath, specially the digestive system.

Today I’m sharing a new recipe I made with berries juice ~ really fresh and it goes so well with summer. (And just to prove me wrong Lisbon has been so cold today, with rain and thunderstorms and all!)

Ingredients:

250ml of berries juice from Sonatural
1 cup of gluten free oats
1 ripe banana
3 ripe strawberries
1 handful of your favourite berries
Optional: 1 tablespoon of maple syrup

(You may also add coconut flakes, seeds or nuts, if you wish to)

Directions:
~ pour the juice inside a jar with a lid
~ add the oats (and the syrup, if using)
~ mix really well using a spoon
~ if you’re planning on eating it straight from the jar, you may add the fruit and toppings right now. (otherwise simply add it after you take the jar out of the fridge. put everything in a bowl and eat it like I’m showing in the pictures)
~ close the lid and leave it in the fridge overnight or at least for 2 hours
~ when its ready, simply take it out of the fridge and eat it with a spoon

I hope this recipe gets you in a really good mood to enjoy the day to the fullest!

Sorry for the short posts lately, but I’ve been trying to enjoy most of the summer outdoors!

(the juice used in this recipe was offered by Sonatural)

 


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Bolinhas cruas de alfarroba para crianças (vegan e sem glúten) ~ Raw carob balls for kids (vegan and gluten-free)

trufas

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

As crianças são os melhores professores! Mostram-nos que o mais importante é estar presente e atento, com olhos bem cheios de curiosidade e um coração que consiga expandir até ao tamanho de mil abraços. Eles mostram-nos que o importante é o conteúdo e não a aparência! Simplificar e ser honesto!
Por isso é que o meu post de hoje vai ser bem simples, curtinho e directo. Porque preciso de tempo para fazer uma coisa super importante… brincar!!

Nem vou andar aqui a stressar toda negativa por não ter fotos super bonitinhas para este post, nem pensar! Nem um bocadinho… (vá lá, tu consegues Catarina, respira, respira fundo, mais umas vez, ok mais três vezes… envia Reiki para esses pensamentos… e pronto, já está! Linda menina! Viste? Foi facílimo!) ;) ;) ;)

Fiz estas bolinhas para um pic nic de aniversário de um menino de 4 anos. Queria levar um docinho que toda a gente pudesse comer. Usei alfarroba porque o cacau é um estimulante muito forte para as crianças pequeninas e escolhi aveia porque todos eles consomem regularmente. O resultado foram estas bolinhas deliciosas e bem durinhas para que não se desfaçam nas mãos dos piolhinhos. Foram um sucesso! Super gostosas e muito saudáveis!

Na próxima vez que tiverem um lanchinho com amigos, levem estas trufas e vão ver os sorrisos que recebem logo após a primeira dentada!

Ingredientes:
(se possível, biológicos)
1 e 1/2 cups/chávenas de tâmaras deglet noor
1 cup/chávena de côco ralado
2/3 cup/chávena de flocos de aveia sem glúten
1/2 cup/chávena de cajus* (previamente demolhados)
1/4 cup/chávena de alfarroba em pó
1/2 colher de sopa com canela em pó
1/2 colher de chá com baunilha em pó

* se houver alguém alérgico a cajus, podem ser substituídos por sementes de cânhamo ou amêndoas

Instruções:
~ juntar a aveia, cajus e côco num processador de comida e triturar até ficar em pedaços bem pequeninos
~ tirar os caroços das tâmaras
~ adicionar todos os outros ingredientes ao processador e triturar tudo junto até ficar uma pasta pegajosa que se cola às paredes do processador
~ deitar essa pasta para dentro de uma taça e usar as mãos para fazer bolinhas do tamanho que desejar
~ se quiser pode rolar as bolinhas em mais côco ralado para ficarem mais bonitinhas
~ deixar no frigorífico durante cerca de 15 minutos para enrijecerem e estão prontas para comer

Esta receita deu 22 bolas grandes

trufasENGLISH:

Children are the best teachers!

They show us that the most important thing is to be present and aware, with eyes wide open full of curiosity and a heart that can expand to the size of a million hugs. They show us that the important thing is the content and not the appearance. Keeping it simple and keeping it real!
That’s why this blog post is going to be simple, short and very straight to the point. Because I need to spend my time doing some really important stuff today… like playing!!
So I’m not even going to te anxious and negative about not having some fancy photos for this post. Nop, not even a little bit… (just breathe Catarina, deep long breathing, let it go, let it go, send some Reiki to those thoughts and feelings… there you go, good girl! See? Piece of cake!) ;) ;) ;)

I made these raw balls for a birthday picnic of a 4 year old boy. I wanted to make a little treat that everyone would enjoy. I used carob because cacao is too much of a stimulant for young children and I used oats because all of them eat them on a regular basis. The result was these delicious balls that are a bit hard so they don’t melt on the hands of the little ones. They were a big success! Super yummy and very healthy!

Next time you have a get together, take some of these with you and see everyone’s smiles after the fist bite!

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 and 1/2 cups of dates (deglet noor)
1 cup of desiccated coconut
2/3 cup of gluten-free oats
1/2 cup of cashews* (previously soaked)
1/4 cup of carob powder
1/2 tablespoon of cinnamon powder
1/2 teaspoon of vanilla powder

*If allergic to cases you may substitute them for hemp seeds or almonds

Directions:
~ place the coconut, oats and cashews in a food processor and process until it reaches almost a flour like consistency
~ remove the pits from the dates
~ add all remaining ingredients to the food processor and process everything together until you get a very sticky paste that sticks to the sides of your processor
~ put this paste inside a big bowl and use your hands to make balls – whatever side you prefer
~ you may roll the balls with coconut so they look a bit fancier
~ put the balls in the fridge for about 15 minutes so the harden up

This recipe gave me about 22 large balls

 


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Sorvetes de manga cobertos de cacau ~ Cacao covered mango popsicles

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Eu não sou o meu corpo. Eu sou uma alma.

Isso já eu consegui aprender (ou recordar) há já algum tempo.

Mas este corpo é o veículo que escolhi para a minha alma, permitindo-me viver esta vida aqui. Por isso acredito que tenho a responsabilidade e o privilégio de tomar bem conta dele.

Sempre que me alimento é uma escolha que faço ~ apreciar, honrar e respeitar este corpo que tenho… ou não. Escolho a primeira opção e nunca sinto que fico a perder. A comida saudável é tão saborosa como eu quiser.

Para mim, experienciar o lado material do mundo com todos os meus sentidos é uma prática tão espiritual como meditar. E vejo na fruta um belo símbolo da abundância que existe neste nosso mundo.

Este verão tenho andado a desfrutar de sorvetes caseiros feitos com sumo de fruta. Por isso hoje trago-vos uma das receitas que mais gostei, até agora.
Desfrutem!

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Ingredientes:
1 garrafinha de 250 ml do sumo de manga, maçã e banana da Sonatural
1/2 colher de xarope de ácer (maple syrup)
para a cobertura de cacau:
1/2 chávena (60g) de manteiga de cacau (usei Iswari)
2 colheres de sopa de xarope de ácer (maple syrup)
1 e 1/2 colheres de sopa com cacau em pó ((usei Iswari)

Instruções:
~ adiciona o xarope de ácer ao sumo e mistura bem. Enche 4 moldes pequenos de sorvetes
~ coloca no congelador durante cerca de 3 ou 4 horas
~ quando estiver bem congelado, começa a preparar a cobertura
~ põe a manteiga de cacau numa taça e derrete-a usando a técnica de banho maria
~ quando estiver completamente líquida, junta os outros ingredientes e mistura muito bem
~ agora podes tirara os sorvetes do congelador. passa-os por baixo da torneira com água a correr para ser mais fácil de tirar os sorvetes dos moldes
~ deixa a cobertura de cacau arrefecer um pouco e depois usa uma colher de sopa para deitares a cobertura por cima de cada um dos sorvetes. Se a taça for funda, podes mergulhar os sorvetes na cobertura
~ deixa secar durante um minutinho e estão prontos para comer!

(O sumo que usei foi oferecido pela Sonatural e o cacau foi oferecido pela Iswari)

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ENGLISH:

I am not my body. I am a soul.

That much I’ve learned (or remembered) quite some time ago.

But this body is my chosen vessel for my soul, allowing me to live this live right here. So I believe it’s my duty and privilege to take good care of it.

Every time I eat something it’s a choice I make ~ to appreciate, honor and respect this body that I have… or not.
I choose the first one and I never feel like I’m settling for less. Healthy food is delicious, just as much as you want it to be.

To me, experiencing the material world with all my senses is just as spiritual as meditating.
And l look at fruit as a great reminder of the abundance of this world we live in.

This summer I’ve been enjoying a lot of homemade fruit popsicles that I make with fruit juice. So today I’m sharing one of my favourite recipes so far.

Enjoy!

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Ingredients:
1 small bottle of Sonatural juice – Mango, apple, banana (250 ml)
1/2 tablespoon of maple syrup
for the cacao coating:
1/2 cup (60g) of cacao butter (I used Iswari)
1 and 1/2 tablespoons of cacao powder (I used Iswari)
2 tablespoons of maple syrup

Directions:
~ add the maple syrup to the juice and mix week. Pour it in 4 small popsicle molds.
~ let it freeze for about 3 or 4 hours
~ when it’s firmly frozen, start preparing the coating.
~ use a small bowl and melt the cacao butter using the water bath technique
~ when it’s completely liquid, add the rest of the ingredients and mix really well
~ now take the popsicles out of the freezer and place them under running water for a little bit so it’s easier to take them out of the molds
~ let the coating mixture cool down just a little bit and then use a spoon to cover the popsicles with it. You may also dip the whole popsicle in the bowl, if its deep enough
~ let it dry for just a minute and it’s ready to eat!

(The juice I used was offered by Sonatural and the cacao was offered by Iswari.)


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19 receitas veganas tradicionais para quem está em transição

Hoje escrevo só em português porque o post é exactamente para portugueses que estejam em fase de transição, dando os primeiros passos numa alimentação vegana.

Na outra semana um rapazinho bem novinho (cerca de 11 anos) que mora no meu prédio foi pedir á minha mãe receitas veganas. Contou que aprendeu com uma professora na escola que comer animais faz mal á saúde e ao ambiente. E o pequenito decidiu deixar de comer animais! Primeiro tenho que dar os parabéns a esta e a todas as professoras que inspiram e incentivam os alunos. Isto só me mostra como a nossa atitude, a nossa voz e a nossa dedicação têm o poder de mudar o mundo, por muito que nos sintamos pequenos ou isolados!

Bem-haja, professora!

Depois, claro que fui à procura de receitas para inspirar o menino e a sua mãe (apesar de ele estar determinado em cozinhar sozinho, caso a mãe não esteja com muita vontade de colaborar). Pensei que o ideal seriam receitas que fossem tradicionais, com ingredientes, texturas e sabores familiares. Sendo assim, fiz uma pesquisa online e foquei-me mais em pratos principais tipicamente portugueses ou bastante populares no nosso país.

Lembrei-me que, tal  como este menino, poderá haver mais pessoas nesta situação de transição e achei por bem partilhar aqui as receitas que lhe enviei. Quem me conhece sabe que não é o tipo de receitas que eu faço para mim, mas são uma óptima opção para muita gente cuja intenção seja, única e exclusivamente, a de deixar de comer animais.

Deixo só um pequeno reparo – o azeite não deve ser usado para cozinhar porque tem um ponto de fervura baixo e, quando se ultrapassa esse ponto, ou seja, quando o azeite começa a fazer bolhinhas ou a evaporar, torna-se cancerígeno. O óleo que aguenta melhor as altas temperaturas é o óleo de côco, por isso é o único óleo saudável para cozinhar.

Pronto, já disse o que achava mesmo essencial, por isso deixo-vos a lista das receitinhas que encontrei. Inspirem-se!

IMG_0042(foto de Compassionate Cuisine)

Pratos principais

IMG_0043         (foto de Made by choices)

Sobremesas 

Pequeno almoço / lanches

IMG_0045.JPG(foto de Just Natural Please)


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Meditação para enraizamento ~ Meditation for grounding

grounding

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Quem me conhece já me deve ter ouvido falar de enraizamento. É algo que nos beneficia imenso e que é super natural e normal. Pode parecer algo meio esotérico mas está longe disso.
Quando andamos stressados, assoberbados com emoções ou pensamentos, deprimidos por pensar demasiado no passado ou ansiosos por tentar controlar o futuro – quando estamos num estado deste género – temos tendência para perdermos a ligação com o nosso corpo e com o aqui e agora. É como se perdêssemos a nossa âncora e começássemos a andar á deriva.

De repente entramos em piloto automático e chegamos ao fim do dia com a sensação que foi uma correria mas nem nos lembramos bem do que se passou.

Parece que andámos o dia todo a flutuar algures sem saber muito bem como. Guiamos sem nos lembrarmos do caminho que percorremos, reagimos sem ter consciência do que nos provoca, comemos 1 quilo de pipocas sem sequer dar por nada, tropeçamos, deixamos cair coisas das mãos, etc. São muitas as maneiras em que este estado energético se manifesta no nosso dia a dia. Quanto mais sensível a pessoa, maior a tendência para isto acontecer.
Enraizar ajuda-nos a fortalecer a ligação que temos com o nosso corpo, o nosso veículo físico, e ajuda-nos a estar completamente presente no momento. Aqui e agora. Ajuda-nos a trazer a nossa atenção plena para o que se passa no nosso corpo, o que estamos a pensar e a sentir. E a partir daí tudo se cria e se desenvolve de uma maneira muito mais calma, atenta, intencional e até mais produtiva.

Uma das melhores maneiras de enraizar é passar tempo na natureza, se possível de pés descalços. Andar ou deitar na relva e na areia, tocar em flores, árvores, mexer na terra, apanhar sol, etc.

Quando não é possível sair de casa, uma das técnicas para enraizar é praticar este tipo de meditação:

Sentada, de olhos fechados, de costas direitas e pés bem colados ao chão.
Respiração lenta e profunda, sempre feita pelo nariz. Podes colocar as mão junto ao umbigo para te ajudar a respirar para a barriga.
Inspira, a barriga aumenta como um balão, expira e a barriga encolhe. (Quando meditamos devemos sempre praticar uma meditação abdominal e não uma respiração superficial que fica só no peito. Esse tipo de respiração aumenta as tensões.)

Após algumas respirações, começa por sentir bem as palmas dos pés no chão. Sente como é o chão debaixo dos pés e se tens os palmas completamente coladas ao chão. Sente a textura, a temperatura, etc.
Depois imagina que estás dentro de uma árvore – o teu corpo é o tronco da árvore, que vem desde os pés até lá ao alto, por cima da tua cabeça. Quanto mais usares a imaginação, melhor. Imagina como é o tronco – a cor, a textura, se é largo, fino, comprido ou curto. Imagina os ramos por cima da tua cabeça com as folhas, as flores ou frutos.
Percorre todo o tronco e chegas novamente aos pés, onde começam as raízes da árvore. Imagina as tuas raízes que nascem nos teus pés e vão descendo pela terra, camada por camada, onde bebem água e recebem a nutrição de que precisam. As raízes continuam a ir por aí abaixo, furando a terra e percorrendo metros e quilómetros até chegarem ao centro da terra, onde há uma bola de fogo como se fosse um sol. As tuas raízes ligam-se a essa bola. Sente essa energia a emanar do centro da terra, vê a cor dessa bola. Deixa que essa energia e essa cor comecem a subir pelas tuas raízes a pouco e pouco até chegar aos teus pés. E sente nos teus pés essa energia.
Agora deixa que ela continue a subir pelas pernas, joelhos, ancas, barriga, pulmões, costas, coração, braços e cabeça. Vê e sente todo o teu corpo coberto por essa cor e essa energia. Podes ficar aqui o tempo que desejares.
Respira fundo mais umas vezes e, quando quiseres, abre os olhos.

Esta meditação pode ser feita num instantinho ou pode ser longa, como quiseres ou precisares. Podes fazer em 2 minutinhos, na casa de banho do escritório, antes de uma reunião, por ex. Espero que gostes e que te seja útil. Beijinhos e boa semana!

grounding

ENGLISH:

If you know me It’s quite possible you’ve heard me talk about grounding. It’s something that really benefits everyone and it’s very normal and natural. It may sound a bit esoteric but I assure you it’s not.

When we’re stressed out, overwhelmed with emotions or thoughts, depressed for thinking too much about the past or anxious for trying to control the future – when we are in such a state – we have the tendency to lose the connection with our body and with being right here right now. It’s like loosing your anchor and starting to float adrift. All of a sudden, we are operating from an auto pilot mode and we get to the end of the day with the feeling that we’ve been running around all day but and can’t quite recall exactly what we did. It’s like we’ve been floating around somewhere without even realising it.

We drive without remembering the roads we passed by, we react without being aware of what is triggering us, we stumble and trip, stuff keeps falling from our hands, we eat 1 pound of popcorn without even noticing it and so on. There are many ways in which this energetic state manifests itself in our body and our daily life. The more sensitive a person is, the more it will happen.

Grounding helps us to strengthen the connection we have with our body, our physical vessel, helping us to be completely present in the moment. Here and now. It helps us bring our full awareness and attention to what’s going on with our body, what we are thinking and feeling. And from that point on everything unfolds in a much peaceful, focused, intentional and even productive fashion.

One of the best ways to ground yourself is to spend time in nature, barefoot if possible. Walking or lying on the grass, touching and smelling flowers, trees, getting your hands dirty with soil, sunbathing and so on.

When it’s not possible to go outside, one of the best techniques to use is this type of meditation: 

Sitting down, eyes closed, with your back straight and feet firmly planted on the ground. Breathe slowly and deeply, always through your nose. You may place your hands on your navel, to help you breathe to your belly. Inhale, the belly expands like a ballon, exhale and the belly shrinks. (when we meditate we should practice abdominal breathing instead of shallow breathing only in the chest. That type of breathing creates even more tension)

After breathing for a few times, bring your attention to your feet. How it feels to touch the ground, how your feet are planted, what is the texture of the floor, the temperature and so on.
Then imagine you are inside a tree – your body is the trunk, from your feet all the way up, above your head. The more you use your imagination, the better. Imagine how the trunk looks like – the colour, the texture, if it’s thin or wide, short or tall. Imagine the branches above your head with the leaves, flowers or even fruit.

And now go all the way to your feet again, where your roots start growing on your feet and go all the way into the earth, bit by bit, layer after layer, mile after mile. The roots drink water and receive nutrition through the soil. Keep following your roots deeper and deeper to the center of the earth, where there is a big ball of fire just like the sun. Your roots touch that ball and connect with it. Feel that energy coming from the center of the earth, see the colour of that ball.

Let that energy come up slowly through your roots, until it reaches your feet. feel that energy in your feet. And now allow the energy to come up through your legas, knees, hips, belly, back, lungs, heart, arms and head. Feel that energy and see that colour all over your body. You may stay here as long as you want.
And after a few more times breathing slowly, when you want, open your eyes.

This meditation can be done in just a few of minutes or you can take a lot longer, depending on what you need or want. You can do it in a couple of minutes before a meeting, in the bathroom of your office, for example.
I hope you enjoy it and I hope it’s useful! Have a great week!